sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Feliz Natal



Alimentemos este Natal os nossos corações, para fazermos Natal nos restantes dias do ano.
Até já.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Nova Europa com o Tratado de Lisboa.



Começa hoje uma nova fase na vida da Europa.

Com funcionamento mais simplificado, mais poder e mais visibilidade.

Esta é uma data histórica e uma nova chama de esperança será ateada após a cerimónia desta noite.

Até já.

sábado, 28 de novembro de 2009

Como é triste o Futebol sem Golos!


Fonte: Sapo.pt

Em toda a história, este foi o primeiro derby sem golos.

Uma primeira parte equilibrada, com as equipas a respeitarem-se mutuamente e sem arriscar muito.
O Benfica mais afoito na segunda parte, mas com a máquina demolidora em perda, apesar de ter sido superior, ter tido mais oportunidades e a mostrar qualidade capaz de prometer o regresso às noites de glória do inicio da temporada.
Com Carvalhal, o Sporting parece ter ganho nova esperança, mas está cada vez mais longe de fazer sonhar os seus adeptos.

Vamos ver!

As férias de Natal serão importantes para estas duas equipas.
Como é triste este Futebol sem golos!

Até já!

Buenos Aires, Argentina


quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Peniche


Redes de muito alta tensão




Como autarca de freguesia ao longo de oito anos, fui compreendendo que um dos grandes problemas dos nossos políticos é a sua distância à realidade das coisas, do dia a dia das pessoas, dos seus anseios, dos seus problemas.

Acredito que tenha sido um Presidente da Junta diferente, por aos 30 anos ter já exercido dois mandatos autárquicos; e por ao longo desse tempo, com as limitações próprias da idade e da minha própria capacidade de entendimento das coisas, ter mantido um grande interesse pelo estudo e compreensão das questões nacionais de uma forma abrangente.

Ao olhar para cima, o problema que fui observando em muitas das decisões do poder central, é que a legislação aprovada e as decisões de carácter executivo eram tomadas de forma ligeira, sem o necessário contacto com os técnicos, com os cientistas, com os professores, ou simplesmente, com as pessoas.

Seriam muitos os exemplos, lembro-me de uma Assembleia Municipal em que muita gente ficou espantada, quando denunciei que o programa Novas Oportunidades (que estaria a esse tempo, a recolher a simpatia de praticamente todos os partidos) era um embuste, e denunciava casos em que as pessoas saíam das fábricas - dos seus empregos - para se inscreverem neste programa subsidiado no qual durante uns meses receberiam formação, mas que depois, quando o programa acabasse, sairiam com um ‘falso’ diploma de 9.º ou 12.º ano, mas o emprego que tinham antes já não estaria à sua espera.

E depois, lá ia o estado ‘asilo’ ter de suportar mais gastos sociais, e lá ia o desemprego subir.

É claro que a qualificação dos portugueses é importante. Mas a qualificação que aumenta a produtividade e assim a competitividade da nossa economia. Não a fabricação estatística para nos puxar desse vergonhoso fim da escala, que nos coloca com uma escolaridade média de 8.º ano.

Já não sou autarca – por opção de não recandidatura, coisa pouco habitual, não é? – mas continuo a questionar-me sobre algumas das decisões que são tomadas.

Hoje foram as redes de muito alta tensão. Que graças a PS e PSD vão continuar a não ser tratadas com a exigência que deveriam.

Isto, e deixem-se lá de coisas, por existirem JUSTAS intervenções a ser realizadas, para preservação das populações. DESPESA necessária para salvaguarda do bem-estar de algumas populações que vêem passar por cima dos seus telhados estas linhas condutoras de electricidade.

Existem estudos científicos, que provam uma relação directa entre o aparecimento de tumores e problemas neurológicos em populações, que estão expostas a radiações deste tipo infra-estrutura.

Nos Estados Unidos foram vários os casos de intervenções dispendiosas no sentido de afastar estas linhas de zonas residenciais.

Porque é que não se aumentam estes limites de radiação, se é reconhecido que neste momento eles estão num valor demasiado baixo? Porque não se mudam as linhas mais próximas das zonas residenciais?

O que é mais importante? Os lucros da REN ou a tranquilidade ou a saúde destas populações?

Porque não se soterram as linhas, quando há relatórios da comissão europeia que explicam a sua vantagem, até económica, do ponto de vista da sua manutenção?

Então e o impacto ambiental ? O ruído e a paisagem, não contam? Será bonito ver aldeias e vilas serem invadidas por estas altas e pesadas infra-estruturas?

Num país onde qualquer dia estamos a fazer auto-estradas umas por cima das outras, não será chegada a hora, de percebermos que há dinheiro que tem mesmo de ser gasto.

Não querendo ser nenhum arauto da verdade, não bastaria ao político para melhor compreender a dimensão desta decisão falar com alguns investigadores desta área, fazer uma viagem e conhecer problemas que estão reportados em outros países, ler os relatórios internacionais sobre esta matéria, ou ainda mais fácil e importante, compreender a 'felicidade' de alguém que vive com essas coisas a passar por cima dos seus telhados.

Até já.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Boston, USA


Minas anti-pessoais.



Barack Obama não aderiu à Convenção anti-minas, justificando por porta-voz que não poderia garantir a defesa nacional e os compromissos com os seus aliados sem o recurso a este tipo de armamento.

Esta convenção que recebeu o Nobel da Paz em 1997 não recebe agora suficiente acolhimento do Nobel da Paz de 2009.

Realista perante os aspectos militares, mas inadequado perante a necessidade de acabar com este tipo de arma, que é das coisas mais cruéis que existem, porque são armas que matam muito para além da duração dos conflitos.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Para quando o que é importante?


Criança em Nairobi - Quénia

Que dia este!

São 23:45 e o dia está a terminar.

Depois de uma manhã a ler sobre um assunto importante, uma tarde a cumprir agenda sem grande produtividade, jantar, festa de anos, e agora, passo pelas notícias do país e do mundo a correr muito, porque há trabalho ainda para fazer. Até lá para as três da manhã.

Ao olhar a actualidade, as intervenções, as análises, os comentários, observo tão grande superficialidade e uma distância tão grande daquilo que importaria discutir.

Estatísticas do momento, joguinho partidário, contraditório pelo contraditório, habilidades com o orçamento a disfarçar o buraco e o desequilíbrio, comentário sobre não notícia, enfim… uma lástima.

Todos os dias a mesma coisa.

E os problemas estruturais do país. E os problemas estruturais do Mundo?

Não há um artigo profundo. Não há debate sério sobre nada.

A propósito de coisas sérias, faz hoje vinte anos sobre a Convenção Mundial da Criança e sessenta anos sobre a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

No Mundo metade das crianças continuam a sofrer carências básicas, morrendo de doenças evitáveis, sendo vítima de abusos ou discriminação.

Falta de acesso a uma escola, a água potável, a um tecto, a alimentação, a protecção contra a violência, exploração ou discriminação.

Em muitos países de África – sim - sem dúvida que as carências são maiores, mas não só aí!

Tratar das nossas crianças, deve ser um desígnio tão forte, que merecia um abraço fraterno de todas as nações do Mundo, principalmente das que mais podem fazer para que mais ajuda chegue onde ela é verdadeiramente precisa.

Não tem haver com política, tem haver com decência, com dignidade, com moral.

Agora pergunto, alguém se lembra de ver por cá um debate sobre este assunto?

Até já.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Sincronizar com Portugal


Imagem: portugalporreiro.blogspot.com


O PSD enfraquece se continuarmos a alimentar este discurso de cisão, entre aquilo que há anos se denomina como bases e elites.

Se conseguir ir ao próximo congresso, gostaria de lá falar um pouco sobre este tema.

Um partido que emergiu da sociedade portuguesa, que se construiu com o contributo de professores, agricultores, médicos, cantoneiros, donas de casa, empresários ou serralheiros – desfraldando a bandeira interclassista e dizendo que esta era uma casa para todos – não pode continuar a alimentar esta divisão, em que uns olham outros como trupes à procura de um espaço só para si quando este pode ser de todos.

Não podemos falar de um Partido para as Bases e outro para as Elites.

Nem que hoje governam bases e amanhã governarão elites.

Somos todos iguais neste partido, independentemente da classe, profissão ou notoriedade que cada um de nós alcançou.

Não é assim que olhamos Portugal, como um país igual, onde todos somos importantes e necessários para alcançarmos o bem-estar e a prosperidade.

Porque não olhamos também desta forma para a nossa família política?

Porque não abrimos mais o partido ao mérito, fazendo com que as pessoas que amam o seu país, que gostam de política possam ter a sua oportunidade, sem ter de andar a correr a filiar militantes, para poderem com hipóteses razoáveis, disputarem eleições com os dirigentes mais antigos?

Porque não se cultiva a regra do respeito pelo tempo dos mandatos, da definição dos espaços temporais de divergência e de disputa interna e na utilização do resto do tempo para intervir e debater sobre Portugal. E tanto há para debater, tal é a dimensão dos problemas que colectivamente temos de enfrentar nestes próximos anos.

Não foi nos tempos em que soubemos interpretar as causas e aspirações dos portugueses que recebemos a sua confiança?

Não é esse o inalienável legado de Sá Carneiro, que acima de tudo, está Portugal?

Não terá sido por fugirmos ao essencial da nossa razão de existir enquanto partido, que os portugueses têm preferido outras soluções, por mais duvidosas que estas se lhe configurem?

É por isso fundamental que o próximo Presidente do PSD traga um projecto realista mas mobilizador, um lider que seja inteligente e que tenha jeito para a política, que seja preparado para seduzir através da coragem de fazer e da capacidade de acreditarmos mais em nós próprios.

Terá de colocar ordem no partido. Será o seu primeiro e vital desafio.

Na minha opinião, o melhor caminho para o conseguir, é chamar todos a terreiro e fugir dos acertos de contas e da atitude ‘interno-separatista’ que aqui e ali, no passado, foram acontecendo.

Acima de tudo porque há uma batalha maior.

E essa, essa sim, é decisiva. Principalmente para os nossos filhos e para os filhos dos nossos filhos.


Até já.

sábado, 21 de novembro de 2009

Podemos sonhar ?




E lá conseguimos carimbar o passaporte para o Mundial da África do Sul, o primeiro que será realizado em África.

Era uma qualificação natural, tendo em conta o percurso da nossa selecção nestes últimos anos, a qualidade superior dos seus jogadores e a equipa que tinha sido construída por Scolari.

Um percurso que nos fez sonhar, chegar onde nunca antes tínhamos chegado, sermos temidos como uma das selecções do topo do mundo.

Mas o que era natural, acabou por a determinado momento se tornar muito difícil de conseguir.

Voltámos ao velho fado, das contas cada vez mais difíceis de fazer, da espera pelos resultados dos outros.

Porque deixámos de ter aquela equipa, porque perdemos mística e perdemos qualidade.

Figo, Rui Costa, Pauleta ou antes Vítor Baía – todos eles – teriam lugar nesta selecção.
Pela qualidade, pela experiência, pela alma que traziam à equipa, uma espécie de ligação especial ao que cada um de nós, em casa ou na bancada, estávamos a sentir. Eles conheciam o pulsar de todos nós.

Mas encaremos este novo tempo, como um novo percurso a fazer, uma nova era, que tem Ronaldo, mas também tem Nani, Simão, Fábio Coentrão, Raul Meireles ou Eduardo.

Onde há qualidade mas também juventude, e onde teremos de tolerar esta descaracterização trazida pela recente introdução de mais estrangeiros na nossa equipa – que no mínimo – deveriam aprender a cantar o hino.

É também com eles que teremos de construir aquele grupo, aquela equipa, que volte a trazer o sonho.

Carlos Queiroz sabe que teve sorte, mas tem agora tempo para compor o que fez mal, melhorar o que é possível e consolidar o que está bem.

Ainda bem que vai ter essa oportunidade, ainda por cima num país onde vivem e trabalham tantos portugueses.

Podemos sonhar? Claro. Não é o sonho que comanda a vida ?

Até já.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

20 anos sobre a queda do Muro em Berlim.



Passaram 20 anos sobre a Queda do Muro em Berlim.

Foi um momento extraordinário.
A Alemanha depois de mais de quarenta anos separada, estava agora a caminho da sua reunificação, enquanto o comunismo desmoronava-se na Europa Central e Oriental.

Uma nova chama para um Mundo mais livre e mais próspero era ateada naquele momento histórico.

Em 1989, eu tinha apenas 10 anos.
Mas ainda me lembro em criança de ver na Televisão os jogos entre a RFA e a RDA, e de com estranheza perguntar ao meu tio porque é que a Alemanha tinha duas equipas e os outros países apenas só uma.

Não me lembro da resposta, mas lembro-me de ter feito a pergunta.
Eu próprio se uma criança de dez anos me tivesse feito essa pergunta, não sei como responderia...

A queda do muro representa um momento de afirmação do Homem -, do respeito pelo seu destino, pela sua liberdade, pela construção de uma sociedade mais feliz e com oportunidades de realização.

Foi um grande passo.
Um grande passo que nos deve inspirar para que outros, também importantes, sejam dados.

Não descansando enquanto não conseguirmos chegar  com a nossa ajuda aos países do Mundo onde as necessidades mais básicas ainda não são sartisfeitas - como dever moral de sociedades desenvolvidas mas com coração; respeitando as diferenças de crenças religiosas ou convicções políticas, mas combatendo todo o tipo de fundamentalismo ou violação dos direitos humanos; preservando o nosso planeta - a nossa casa - onde não há interesses que impeçam a nossa capacidade de construir a radical mudança na forma como o tratamos; lutando para que se construam sociedades mais livres, principalmente onde o advento da democracia teima em chegar.

Importa também lembrar o que falta fazer em prol da reunificação alemã - onde a coesão territorial, mesmo passado vinte anos, ainda não chegou.
Os salários são mais baixos na antiga Alemanha de Leste, há mais desemprego, a Economia tem pior desempenho e a qualidade de vida não é a mesma, como Merkel sabiamente soube reconhecer.

É um processo lento, pode até demorar gerações.
O mais importante é que seja percorrido. Com estratégia e visão de longo prazo.

Até já.


quarta-feira, 30 de setembro de 2009

E o resultado em Lisboa?



Em Lisboa a soma dos votos nas legislativas dos partidos que integram a coligação 'Lisboa com Sentido', totaliza  mais 20.000 votos do que o Partido Socialista.

Terá sido por isso que José Sócrates puxou pela mão de António Costa naquele palco improvisado às portas do Hotel Altis?

Até já.

PRESIDENTE - Parte 1





O senhor Presidente da República falou hoje ao país.

Fez a pior intervenção política da sua carreira.

Tenho grande admiração e estima pelo Prof. Cavaco Silva, sobretudo pelo extraordinário trabalho de dez anos na governação do país.

Depois de Francisco Sá Carneiro ter contribuído decisivamente para a consolidação da democracia em Portugal, foi com Cavaco Silva que o país conheceu a modernização e o desenvolvimento.

O comboio ficou no trilho certo, mas a seguir, outros se encarregaram de o descarrilar. Mas isso não é assunto para este post.

O Prof. Cavaco Silva tem de facto outra face. E essa é me mais difícil de admirar.

O politico que fez uma gestão de carreira pensando apenas em si próprio.

Poderemos até perguntar: E então? Não costuma ser assim? Mário Soares não criticou todos os líderes que se seguiram? Não é normal dizer-se que quem a mim a seguir vier de mim bom fará? Não é habitual vermos a maior parte dos políticos agir assim, pensando primeiro em si próprios?

Até poderemos responder afirmativamente, mas não gosto e não tem de ser assim.

Cavaco Silva devia ter tido outro comportamento com Fernando Nogueira, Durão Barroso e Pedro Santana Lopes. Eram seus sucessores, e eram eles que estavam a dar continuidade ao seu trabalho, na condução de um grande partido que este tinha presidido durante dez anos.

A sua acção neste episódio das escutas, acabou por prejudicar também a candidatura de Manuela Ferreira Leite.

Mas este episódio acabou por ser muito mais prejudicial para si próprio. A brincadeira de verão não correu nada bem.

A declaração de hoje, aguardada durante semanas, foi completamente vazia de conteúdo.

Ficámos absolutamente na mesma.

Só que agora, verificámos que o Presidente também fala para não dizer nada. E isso desilude, porque para isso, já bastava o Primeiro-Ministro.

Até já.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

sábado, 26 de setembro de 2009

Michel Preud'Homme.



Vimos fazê-lo coisas verdadeiramente impossíveis.

Que privilégio.

Recordemos…
http://www.youtube.com/watch?v=QPCwGmtcP34&feature=related

Serra do Gerês


Falcão e Cunha.



Morreu Falcão e Cunha. Tinha 77 anos.
Ex-Ministro e Secretário-Geral do PSD nos tempos da liderança do Prof. Cavaco Silva.
Ajudou a que a organização do PSD passa-se a ser mais profissional, esteve sempre próximo das bases tentando promover o mais possível a união, num tempo em que o lider pouco queria saber do partido.

Na hora da despedida, era justo que mais referências tivessem havido.

Até já.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Visão e Sentido de Futuro



Não quererei hoje reflectir sobre o Partido que hoje teríamos, caso Luis Filipe Menezes se tivesse mantido na liderança.

Mas sempre tive a ideia que um político com a sua preparação, competência e cultura se escondia pela sobreposição da imagem do politico guerreiro, impetuoso, sempre pronto para o combate.

Sempre admirei muito mais o outro lado, essa imagem que costuma ficar atrás.

É certo que a política é um desporto tipo full-contact, mas o trabalho de radical transformação de Vila Nova de Gaia num concelho modelo, os milhares de livros que de certeza leu, as milhares de horas que dedicou a escrever e a preparar-se para combates maiores, teriam merecido uma objectiva oportunidade em outro palco.

A política só faz sentido se for feita com paixão, no meio das pessoas para que se possa sentir aquilo que elas sentem e que elas precisam. Se a isso juntarmos um bom projecto, o problema está quase resolvido…

E digo quase, porque temos de juntar a tudo isso, também a capacidade de resistir contra tufões, por mais fortes que sejam.

LFM tinha um programa libertador das energias de Portugal, capaz de chamar pelo melhor de nós próprios, mas não foi tenaz para aguentar alguns tufões que lhe apareceram no caminho. Será que terá nova chance?

Só o tempo o dirá... Enquanto isso, é Gaia que continuará a ganhar.

Não resisto em partilhar com os leitores deste blogue o artigo  publicado hoje no El Pais, sob o titulo ‘Portugal y Espana’, sobretudo pela profundidade da visão e pelo sentido de futuro que demonstra.

Também considero que o potencial Ibérico no Mundo pode ser extraordinário – a nossa posição geográfica, o facto do Português e o Espanhol ser falado por mais de 600 milhões de pessoas (juntas seriam a segunda lingua mais falada do mundo, depois do chinês e antes do inglês), por haver história e cultura comum a milhares de km onde podemos fazer amigos e negócios.

Quando nas Directas de 2008 fui mandatário distrital de Santana Lopes, lembro-me ter defendido medidas como o reforço do ensino do espanhol, a sua presença obrigatória nos cursos superiores e a inclusão de conteúdos que explicassem aos nossos jovens aspectos legislativos e de funcionamento do país vizinho.
Lá habitam muitas oportunidades para nós portugueses, tal como cá os espanhois têm sabido encontrar em muitas áreas oportunidades de realização e sucesso.

É esta Ibéria mais forte e mais feliz que as próximas gerações merecem encontrar.

Até já.



PORTUGAL Y ESPANA


Fui educado bajo la égida de un nacionalismo trasnochado y rural, que quiso hacernos creer que éramos todavía uno de los imperios más poderosos del mundo. Y por si fuera poco, además, un imperio irreprensiblemente ético y justo.


Pese a todo, la valoración crítica que retroactivamente hago de ese período del salazarismo no ciega mi mente hasta el extremo de renegar de nuestros héroes y de nuestra magnífica historia. Me considero un patriota, un nacionalista moderno. Me sigue emocionando leer la epopeya de Magallanes, las gestas de Afonso de Albuquerque o la osadía mística de Frei Nuno de Santa Maria.


Soy también un europeísta convencido, por más que deteste a los burócratas cenicientos de Bruselas, ¡y sobre todo su odio por el queso serrano, los embutidos y los lechones de la Bairrada! Creo en la Europa de las naciones, en la que un federalismo pragmático sólo debe prevalecer en lo que atañe a las grandes políticas de Estado: defensa, seguridad y relaciones exteriores.


La campaña electoral en curso, la más intelectualmente mediocre de la historia de la democracia portuguesa, se está extraviando en pormenores acerca de quién tiene o no capacidad para presentar propuestas concretas con poder de movilización.


Está siendo también una campaña en la que nadie ha sido capaz de señalar cuáles son los grandes proyectos que deben condicionar en concreto las propuestas programáticas. Sin proyectos de conjunto, todas las propuestas no dejan de ser una mera adición de ideas inconexas e incomprensibles.


De este modo, dada la creciente polémica sobre la alta velocidad y España, no puedo dejar de tomar posición pública sobre un asunto que fue una de las principales banderas de mi reciente liderazgo en el mayor partido de la oposición.


Crítico ante el iberismo capitulador que desde 1383/85 ha tentado en tantas ocasiones a las élites portuguesas, soy, pese a todo, de los que defienden con mucha convicción que España es el principal objetivo y desafío del Portugal de las próximas décadas.


Somos un país pequeño en el contexto de la Unión Europea, y de los pequeños, el más excéntrico; de los pequeños, el único con frontera con un gigante imperial, a más de 2.000 kilómetros del centro de Europa, cada vez más desplazado hacia el este. En el pasado interpretamos con inteligencia estos condicionamientos y supimos hallar durante 800 años soluciones que preservaron, al menos, la defensa de nuestra independencia e identidad de forma perenne.


Lo hicimos volviéndonos ha


-cia el mar y hacia los grandes viajes de los siglos XV y XVI, mediante la elección de aliados estratégicos de confianza -Inglaterra, señaladamente- cada vez que las amenazas continentales se hacían más vehementes, u optando por una neutralidad evasiva cada vez que una opción más clara podía situarnos bajo el fuego devastador de los grandes conflictos internacionales.


Pero entretanto había algo de lo que tales condicionamientos difícilmente podían permitirnos escapar: el empobrecimiento progresivo. A causa de nuestras pequeñas dimensiones, acentuadas por esa condición excéntrica, a causa de nuestra escasa densidad demográfica, a causa de nuestra pobreza en riquezas naturales y materias primas y, por último, a causa de nuestra dejadez en la formación y cualificación de nuestros ciudadanos, particularmente acentuado en los 50 años de dictadura.


No es de extrañar que, por todo ello, la economía portuguesa se haya caracterizado únicamente, a partir de la revolución industrial, por pequeños estertores expansionistas: en el momento de la adhesión a la AELC y, en la década de los ochenta, con la adhesión a la Comunidad Económica Europea. Estertores pasajeros, porque los problemas estructurales nunca consiguieron ser superados.


El principal problema, síntesis de muchos de los anteriores, ha sido siempre las escasas dimensiones de un mercado interior diminuto y cerrado. De tal manera que no sorprende que no hayamos pasado nunca de ser un país de pequeñas y medianas empresas y que el sector exportador sea el resultado, casi se diría que exclusivamente, de la sufrida supervivencia de sectores industriales de mano de obra intensiva, circunstancialmente beneficiados por la existencia de una mano de obra poco cualificada pero muy barata.


La progresiva apertura de las fronteras en Europa y en el mundo, y la entrada en el club de la moneda única fueron la gota que colmó el vaso. La innovación, la progresiva mejora del sistema educativo y el genio emprendedor de algunos tropezaban ante la incontrovertible falta de masa crítica con suficiente dimensión para dotar de competitividad a las empresas.


Pues bien, es ahí donde España era, y es, nuestra solución.


El gran mercado interior europeo es un "horizonte" demasiado distante. Lo que da cuerpo y confiere solidez a una economía es, en primer lugar, la pujanza de un mercado interior de proximidad. Sólo después de esa maduración, tan saludable para las pequeñas y medianas empresas, pero que consigue también que muchas se vuelvan mayores y hasta gigantes, puede despegarse de forma sólida hacia el estatuto de potencia exportadora.


España nos ofrece ese mercado de proximidad. ¡La península Ibérica supone un gran mercado con más de 52 millones de consumidores! Es la primera vez que tenemos una oportunidad así en 200 años. Debemos ser conscientes de ella y aprovecharla.


De esta forma, un programa electoral inteligente debería incorporar soluciones y propuestas que nos situaran en condiciones de vencer en esta pacífica batalla peninsular.


La modernización de todos los grandes puertos de la costa atlántica, su enlace inmediato -por carretera y ferrocarril- con ese espacio central ibérico, el desarrollo competitivo de un interior que está tres horas más cercano a esos 42 millones de consumidores adicionales, la armonización fiscal ibérica alcanzable en un período razonable, la introducción, en régimen de reciprocidad, del castellano y del portugués como idiomas de enseñanza obligatoria en Portugal y en las regiones fronterizas de España, se cuentan entre algunas de las medidas impostergables que deberíamos afrontar.


También la conexión mediante la alta velocidad ferroviaria de pasajeros y mercancías entre Portugal y España es ineludible a partir del momento en el que España impuso en todo su territorio tal opción. Lisboa y Oporto no pueden quedar fuera de una carrera de calificación en la que ya están incluidas Sevilla, Valencia, Barcelona, San Sebastián... ¡y Vigo!


La Aljubarrota de hoy no se vence con lanzas ni con "alas de los enamorados", ni mucho menos con ningún tipo de aislacionismo. Se ganará compitiendo con confianza, agresividad y con una estrategia concertada.


Considero que, a pesar de su posición sobre la alta velocidad, el PSD es el partido mejor situado para liderar una trayectoria de esa clase. Al PS, durante cuatro años y medio, se le ha llenado la boca con España, pero lo cierto es que no ha hecho nada para armonizar nuestro desarrollo con el de nuestro vecino. La alta velocidad no es más que un detalle de una visión de fondo global y coherente. Un detalle que puede y que debe ser corregido. Con todo, el PSD es lo suficientemente abierto y democrático para que muchos que piensan igual que yo puedan defender y llevar al triunfo esa visión nuestra del interés nacional.


Luís Filipe de Menezes Lopes, es médico pediatra y político portugués.Traducción de Carlos Gumpert.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Faz 16 anos... também de outro Planeta!




Ao ver Potro lembrei-me de Senna.

Em 1993 Ayrton tinha um carro inferior, o Mclaren-Ford, que estava a anos luz dos Williams-Renault pilotados por Alain Prost e Damon Hill.

Senna não tinha sequer contrato para toda a temporada, assinando contrato grande prémio a grande prémio, o que incomodava bastante Ron Dennis, patrão da Mclaren.

Mas em Donington Park aconteceu dos momentos mais sublimes a que a F1 já assistiu. Debaixo de chuva intensa, Senna larga da quarta posição ultrapassando na primeira volta o alemão Karl Wendlinger, depois o alemão Michael Schumacher, depois Damon Hill e já perto do final da volta o grande rival Alain Prost.

No final da segunda volta já levava 4 segundos de vantagem sobre o segundo e no final da terceira 12 segundos.

Foi também de outro planeta, de outra galáxia.

Que Saudades.
http://www.youtube.com/watch?v=HVZ4UjkDXkI

Até já.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

De outro Planeta...

Foi absolutamente extraordinário e surpreende o que vi esta noite na Eurosport.
Del Potro, o argentino de vinte anos, bateu o número 1 do Mundo Roger Federer na final do US Open.
Foram mais de quatro horas de Ténis de outro planeta, onde Potro com uma actuação impressionante venceu o seu primeiro Grand Slam, interrompendo uma sequência de 40 vitórias do suiço Roger Federer e evitando o seu hexacampeonato.
A parte final do jogo foi impressionante, dois estilos completamente diferentes, a juventude e irreverência de Potro contra a experiência e frieza de Federer.
Os nervos finais do suiço devido ao fardo de ter de vencer novamente, contra a determinação de Potro em conseguir fazer história, fizeram-me lembrar as longas horas de VHS dos espectáculos da F1 que revia na adolescência, quando Ayrton Senna e Alain Prost dividiram o mundo, tendo o brasileiro ultrapassado com mais garra e talento o calculismo e experiência do francês.
Sempre admirei Ayrton Senna. Pelo talento e pelo carácter.
Foi assim na noite de hoje. Potro fez-me lembrar o Senna que incomodou desde muito novo pela irreverência e pelo talento.
Federer esteve bem, é um grande jogador. Continuará a ser o primeiro.
Mas o talento e a atitude de Potro da noite de hoje,  foram arrebatadoras...
Até já.

sábado, 12 de setembro de 2009

Sondagens ...


“As sondagens são estudos científicos destinados a auscultar as opiniões e atitudes dos cidadãos sobre questões políticas, sociais e outras, recolhendo a respectiva informação junto de um conjunto de indivíduos representativos do universo populacional que se pretende abarcar.”

É esta a definição dada ERC (Entidade Reguladora da Comunicação Social).

Existem regras para a sua elaboração, devidamente enquadradas por regime legal, tendo os órgãos de comunicação social o dever de não emitir comentários ou opiniões que extrapolem o significado dos resultados apresentados.

O seu maior protagonismo e polémica aparece nos estudos que envolvem eleições.

Sondagens com amostras pouco representativas, margens de erro elevadas, leituras abusivas e enviesadas dos resultados pelos media, a valorização ou desvalorização dos resultados por parte de candidatos consoante a posição que ocupam, acabam por ser as situações que aqui e ali constatamos, quando perto ou nos períodos eleitorais lá vamos recebendo estes estudos e fazendo as nossas próprias análises.

As sondagens são importantes, constituem um prognóstico sempre interessante, são capazes de galvanizar quem vai à frente e desanimar aqueles que ficam mais atrás.

Vivem períodos de aceitação diferentes, à medida que vão acertando mais ou menos nos resultados que depois dos actos eleitorais são inevitavelmente comparados.

Não deviam merecer o protagonismo que têm, porque nem todas são feitas com rigor e porque são muitos os que – por coerência – acabam por analisar os resultados pela sua própria bitola.

Lembro-me ainda em criança ouvir uma história acerca de uma corrida de sapos, com uma enorme assistência que lançava aos corredores que não apoiavam as maiores vaias com o objectivo de os desmotivar, desmobilizar, tentando desta forma diminuir o seu desempenho. Esta história acaba com a vitória de um sapo, que descobriram que era surdo.

Como eleitor não me fio muito em sondagens, lembro-me de há uns anos Santana Lopes em Lisboa estar 8% atrás de João Soares e passado dois dias ganhar as eleições; como me lembro de ainda há três meses Paulo Rangel estar com poucas hipóteses de ganhar as eleições europeias, que vieram a desmentir em votos o que as sondagens vinham dizendo sobre a aceitação do PS na sociedade portuguesa.

Valem o que valem - é o que se costuma dizer - e o melhor que podemos fazer é pensar no sapo que era surdo e acabou por ganhar, e tomar a nossa decisão em consciência sem ligar muito a estas tendências, tantas e tantas vezes de fabrico à medida.

Estando PPD/PSD e PS separados apenas por um ponto, podendo eleger o mesmo número de deputados, será mais fácil ouvir a nossa própria consciência.

E esta noite, quando Manuela Ferreira Leite e José Sócrates se encontrarem – vamos tentar compreender em que é que são diferentes – Qual deles trás um programa mais próximo da realidade dos nossos dias e dos problemas que temos de enfrentar? Terão sido o espectáculo e os discursos capazes de fazer com que o país melhorasse nestes últimos anos? É importante ou não ter um primeiro-ministro que nos diga a verdade ou que viva lá longe, falando de um país que não é aquele onde vivemos? Merecem os nossos filhos receber um país manietado pelo endividamento crescente? Precisaremos nós de fazer mais auto-estradas, qualquer dia uma sobre as outras?

Vamos estar atentos e decidir em consciência.

Qualquer que seja o próximo governo enfrentará os ventos e as marés mais fortes, onde será fundamental a mesma coragem e realismo, com que há séculos navegámos em águas difíceis para descobrirmos novos mundos.

Este empate cheira-me a esturro, porque sinto que depois de tanta asneira um empate na sondagem ainda é a linha de vida a que o PS se agarra.

Apenas um sentimento, assumindo eu a falta de rigor, ao contrário dos muitos que publicam, analisam e comentam, perante uma ERC que estranhamente se mantém calada perante tanto disparate e parcialidade.

Até já.




sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Ataque ao Mundo livre!


Passam oito anos sobre um dia que o Mundo jamais poderá esquecer.

As torres gémeas em Nova Iorque eram atingidas por dois aviões desviados por terroristas da Al-Qaeda.

Nesse mesmo dia, um avião atinge o pentágono e outro despenha-se na Pensilvânia, depois do acto heróico de alguns dos seus passageiros que tomaram o avião e assim evitaram que a Casa Branca fosse atingida.

O total de vítimas rondou as 3000 pessoas, e nesse dia iniciou-se um combate sem tréguas ao terrorismo e às ameaças que este representa.

Este não foi apenas um atentado contra os Estados Unidos da América, mas também contra os valores defendidos por muitas sociedades em todo o mundo. Foi um atentado contra as sociedades de Homens e Mulheres livres, contra a Democracia, a Economia de Mercado, mas sobretudo contra a Dignidade e o Valor da Vida humana.

Não há tempo que apague da memória a saudade dos que partiram, e não há tréguas que se possam dar neste combate, para que dias como o de há oito anos jamais se cruzem no caminho das nossas vidas.

Até já.

Sá Carneiro em Campanha Eleitoral (1976).

domingo, 6 de setembro de 2009

Chã de Igreja - Santo Antão.


Chã de Igreja fica na Ilha de Santo Antão em Cabo Verde.

Depois da Manta Velha, percorrermos alguns quilómetros no fundo de uma Ribeira e chegamos a esta chã que fica a caminho de Cruzinha - uma aldeia de pescadores.

Este ano já estive quatro vezes nesta ilha, que é na minha opinião, dos lugares mais belos do Mundo.

Recomendo a visita.

Até já.

Recuperar o meu blogue!

Leio e escrevo muito, mas mais para mim...
Acima de tudo, trata-se de estudo, preparação, reflexão!

Porque não partilhar mais ?
Porque não interagir mais ?
Foi esse o desafio de um amigo que muito estimo.

Irei tentar de novo, por isso regresso com o meu blogue, que tentarei alimentar.
Estão todos convidados a deixarem também contributos, sejam criticos ou solidários,
este é o meu espaço mas também é o espaço de todos quantos queiram aqui vir.

Até já.