sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Feliz Natal



Alimentemos este Natal os nossos corações, para fazermos Natal nos restantes dias do ano.
Até já.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Nova Europa com o Tratado de Lisboa.



Começa hoje uma nova fase na vida da Europa.

Com funcionamento mais simplificado, mais poder e mais visibilidade.

Esta é uma data histórica e uma nova chama de esperança será ateada após a cerimónia desta noite.

Até já.

sábado, 28 de novembro de 2009

Como é triste o Futebol sem Golos!


Fonte: Sapo.pt

Em toda a história, este foi o primeiro derby sem golos.

Uma primeira parte equilibrada, com as equipas a respeitarem-se mutuamente e sem arriscar muito.
O Benfica mais afoito na segunda parte, mas com a máquina demolidora em perda, apesar de ter sido superior, ter tido mais oportunidades e a mostrar qualidade capaz de prometer o regresso às noites de glória do inicio da temporada.
Com Carvalhal, o Sporting parece ter ganho nova esperança, mas está cada vez mais longe de fazer sonhar os seus adeptos.

Vamos ver!

As férias de Natal serão importantes para estas duas equipas.
Como é triste este Futebol sem golos!

Até já!

Buenos Aires, Argentina


quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Peniche


Redes de muito alta tensão




Como autarca de freguesia ao longo de oito anos, fui compreendendo que um dos grandes problemas dos nossos políticos é a sua distância à realidade das coisas, do dia a dia das pessoas, dos seus anseios, dos seus problemas.

Acredito que tenha sido um Presidente da Junta diferente, por aos 30 anos ter já exercido dois mandatos autárquicos; e por ao longo desse tempo, com as limitações próprias da idade e da minha própria capacidade de entendimento das coisas, ter mantido um grande interesse pelo estudo e compreensão das questões nacionais de uma forma abrangente.

Ao olhar para cima, o problema que fui observando em muitas das decisões do poder central, é que a legislação aprovada e as decisões de carácter executivo eram tomadas de forma ligeira, sem o necessário contacto com os técnicos, com os cientistas, com os professores, ou simplesmente, com as pessoas.

Seriam muitos os exemplos, lembro-me de uma Assembleia Municipal em que muita gente ficou espantada, quando denunciei que o programa Novas Oportunidades (que estaria a esse tempo, a recolher a simpatia de praticamente todos os partidos) era um embuste, e denunciava casos em que as pessoas saíam das fábricas - dos seus empregos - para se inscreverem neste programa subsidiado no qual durante uns meses receberiam formação, mas que depois, quando o programa acabasse, sairiam com um ‘falso’ diploma de 9.º ou 12.º ano, mas o emprego que tinham antes já não estaria à sua espera.

E depois, lá ia o estado ‘asilo’ ter de suportar mais gastos sociais, e lá ia o desemprego subir.

É claro que a qualificação dos portugueses é importante. Mas a qualificação que aumenta a produtividade e assim a competitividade da nossa economia. Não a fabricação estatística para nos puxar desse vergonhoso fim da escala, que nos coloca com uma escolaridade média de 8.º ano.

Já não sou autarca – por opção de não recandidatura, coisa pouco habitual, não é? – mas continuo a questionar-me sobre algumas das decisões que são tomadas.

Hoje foram as redes de muito alta tensão. Que graças a PS e PSD vão continuar a não ser tratadas com a exigência que deveriam.

Isto, e deixem-se lá de coisas, por existirem JUSTAS intervenções a ser realizadas, para preservação das populações. DESPESA necessária para salvaguarda do bem-estar de algumas populações que vêem passar por cima dos seus telhados estas linhas condutoras de electricidade.

Existem estudos científicos, que provam uma relação directa entre o aparecimento de tumores e problemas neurológicos em populações, que estão expostas a radiações deste tipo infra-estrutura.

Nos Estados Unidos foram vários os casos de intervenções dispendiosas no sentido de afastar estas linhas de zonas residenciais.

Porque é que não se aumentam estes limites de radiação, se é reconhecido que neste momento eles estão num valor demasiado baixo? Porque não se mudam as linhas mais próximas das zonas residenciais?

O que é mais importante? Os lucros da REN ou a tranquilidade ou a saúde destas populações?

Porque não se soterram as linhas, quando há relatórios da comissão europeia que explicam a sua vantagem, até económica, do ponto de vista da sua manutenção?

Então e o impacto ambiental ? O ruído e a paisagem, não contam? Será bonito ver aldeias e vilas serem invadidas por estas altas e pesadas infra-estruturas?

Num país onde qualquer dia estamos a fazer auto-estradas umas por cima das outras, não será chegada a hora, de percebermos que há dinheiro que tem mesmo de ser gasto.

Não querendo ser nenhum arauto da verdade, não bastaria ao político para melhor compreender a dimensão desta decisão falar com alguns investigadores desta área, fazer uma viagem e conhecer problemas que estão reportados em outros países, ler os relatórios internacionais sobre esta matéria, ou ainda mais fácil e importante, compreender a 'felicidade' de alguém que vive com essas coisas a passar por cima dos seus telhados.

Até já.