Passaram 20 anos sobre a Queda do Muro em Berlim.
Foi um momento extraordinário.
A Alemanha depois de mais de quarenta anos separada, estava agora a caminho da sua reunificação, enquanto o comunismo desmoronava-se na Europa Central e Oriental.
Uma nova chama para um Mundo mais livre e mais próspero era ateada naquele momento histórico.
Em 1989, eu tinha apenas 10 anos.
Mas ainda me lembro em criança de ver na Televisão os jogos entre a RFA e a RDA, e de com estranheza perguntar ao meu tio porque é que a Alemanha tinha duas equipas e os outros países apenas só uma.
Não me lembro da resposta, mas lembro-me de ter feito a pergunta.
Eu próprio se uma criança de dez anos me tivesse feito essa pergunta, não sei como responderia...
A queda do muro representa um momento de afirmação do Homem -, do respeito pelo seu destino, pela sua liberdade, pela construção de uma sociedade mais feliz e com oportunidades de realização.
Foi um grande passo.
Um grande passo que nos deve inspirar para que outros, também importantes, sejam dados.
Não descansando enquanto não conseguirmos chegar com a nossa ajuda aos países do Mundo onde as necessidades mais básicas ainda não são sartisfeitas - como dever moral de sociedades desenvolvidas mas com coração; respeitando as diferenças de crenças religiosas ou convicções políticas, mas combatendo todo o tipo de fundamentalismo ou violação dos direitos humanos; preservando o nosso planeta - a nossa casa - onde não há interesses que impeçam a nossa capacidade de construir a radical mudança na forma como o tratamos; lutando para que se construam sociedades mais livres, principalmente onde o advento da democracia teima em chegar.
Importa também lembrar o que falta fazer em prol da reunificação alemã - onde a coesão territorial, mesmo passado vinte anos, ainda não chegou.
Os salários são mais baixos na antiga Alemanha de Leste, há mais desemprego, a Economia tem pior desempenho e a qualidade de vida não é a mesma, como Merkel sabiamente soube reconhecer.
É um processo lento, pode até demorar gerações.
O mais importante é que seja percorrido. Com estratégia e visão de longo prazo.
Até já.

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