Da princesa de olhar doce e cativante, princesa de gales, de Inglaterra e do Mundo, dez anos de saudade.
Excelente o documentário televisivo da SIC que me acompanhou em duas madrugadas destas férias, há muito que um programa televisivo nocturno não me desviava a atenção das leituras noite dentro.
Diana foi uma lutadora, bem sucedida nas causas que defendeu e às quais conseguiu dar maior visibilidade, na decência das suas intenções e na integridade dos valores, foi pelos que menos tinham e mais precisavam que tentou orientar a sua capacidade única, de cativar a atenção da imprensa e do mundo, conseguindo com isso despertar sensibilidades e conquistar recursos.
Os holofotes constantemente acesos, a atenção incansável dos flashes, foi também o reverso da medalha, com uma intimidade devassada, presumida e comentada.
Dez anos depois, o mundo continua a tentar desvendar o seu mito, como uma vela que o vento ainda não apagou.
Lembro-me de com 18 anos ter gravado numa velha cassete VHS que ainda hoje guardo, a sua ida a Angola numa acção da Cruz Vermelha, e de ter conhecido através dessa reportagem a realidade do problema das minas, que continuava a fazer vitimas muitos anos após o fim da guerra. Lembro-me de ter pensado que essa era das armas mais cruéis, uma arma que pode matar dezenas de anos depois do fim dos conflitos, como tem acontecido em países como algumas das nossas antigas colónias.
De Diana continuarei a guardar o rosto, o olhar revelador e a expressão única, e a recordar de quando em vez as suas virtudes que em muito compensaram os defeitos.
Rscalada, Ilha Bruny, Austrália
Há 2 dias
